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PAFF Terceiro Setor
3/08/2009   1 comentário

Pela primeira vez faremos uma turma do PAFF exclusiva para quem trabalha com o terceiro setor.

Essa iniciativa surgiu depois de diversas pessoas, que trabalham nessa essencial vertente da nossa sociedade, terem participado de nossas turmas abertas ao longo do Brasil.

Sensibilizados e encantados com essa realidade optamos por adequar a metodologia para atender a essas necessidades específicas.

Feito isso precisávamos encontrar um parceiro corajoso para levar a ideia adiante, e foi com a Aliança Empreendedora (e não poderia ser diferente) que fechamos a parceria para a divulgação dessa turma.

Deixo aqui o convite a quem se interessar, e lembro dos pré-requisitos para participar dessa turma:

- Que o participante trabalhe com condução de grupo;

- Que esteja ligado diretamente às ações de capacitação de uma entidade (ONG).

Serão vetadas participações de pessoal administrativo para essa turma.

Espero que nos encontremos em breve!

Abraço.

 


Gerenciar o estresse ocupacional
2/08/2009   0 comentários

Pode-se notar que a formação tradicional não está capacitando para as necessidades das empresas na mesma velocidade das mudanças provocadas pelo mercado global.

As empresas que buscam competir em mercados de alta concorrência, enfrentam diariamente as dificuldades de recrutar e selecionar pessoas que reúnam competências para se cumprir os audaciosos objetivos e alcançar os resultados organizacionais. Um caminho para superar tal situação é a criação de uma política de desenvolvimento de pessoas compatível com as necessidades organizacionais, aliada a estratégias de retenção de talentos.

Conciliar o saber declarativo, com a experiência adquirida e uma atitude convergente com os objetivos organizacionais é o grande desafio dos gestores que buscam implantar uma gestão por competências. Atualmente, um novo desafio é dado a esses profissionais da gestão de pessoas, são responsáveis por buscar equacionar o estresse ocupacional.

As empresas que se diferenciaram nos últimos anos foram aquelas que remanejaram a estrutura de gestão de pessoas para suas áreas de estratégia organizacional, e não as deixaram como áreas de apoio. Esse esforço de interpretação e amadurecimento das ações de treinamento e desenvolvimento de pessoas agora voltam o seu olhar para as questões mais complexas da saúde emocional do trabalhador, e com razão.

Segundo o Ministério da Previdência Social, no Brasil em 2007, foram mais de 580 mil afastamentos dos trabalhadores por incapacidade temporária, e algo em torno de uma morte a cada três horas relacionadas ao risco decorrente dos fatores ambientais. Em média trinta e um trabalhadores por dia não retornaram ao trabalho devido a invalidez ou morte.

As crises econômicas, ao longo de nossa história, sempre agravaram as patologias que envolvem o trabalho. A necessidade de resultados, a urgência de soluções e a emergência de fatores intervenientes nos negócios evocam condições de trabalho que afetam diretamente a saúde do trabalhador.

A preocupação de se perder pessoas para o mercado, que dificultava o investimento em capacitação, agora é agravada pela possibilidade de perda de pessoas para o próprio cenário em que a organização se encontra e para o clima e ambiente organizacional muitas vezes pautado na competitividade acirrada e na valorização da capacidade de suportar estresse e superar desafios.

Os dados nos mostram que as empresas não perdem mais seus talentos para os concorrentes, os perdem para si mesmas, pela falta de capacidade de lidar com as consequências humanas causadas pelo estresse ocupacional, e entram em um redemoinho da falta de competências individuais. Focadas em suas competências essenciais, muitas vezes deixam de olhar para a construção de suas equipes e considerar fatores que as estão adoecendo.

Ainda encontramos em larga escala a pouca autonomia dada aos profissionais, os problemas de relacionamento na estrutura hierárquica, os problemas de relacionamento entre os colegas e a falta de cooperação, os conflitos entre trabalho e família, e ainda um forte sentimento de desqualificação diante das tarefas executadas, sem a devida noção do grau de importância de cada membro da equipe, por menor que seja a sua função. A resultante disso ainda é um forte sentimento de falta de realização pessoal no trabalho, que acarreta em pouco comprometimento com as tarefas e com o resultado organizacional.

O recrutamento e seleção das empresas não irá suprir as necessidades de recolocação de pessoas enquanto não trabalharmos verdadeiramente os ambientes a fim de reduzir significativamente o estresse ocupacional.

Um abraço!

 


Idéia ou Ideia?
13/07/2009   2 comentários

Sua empresa anda tendo muitas idéias? Será que são idéias ainda, ou já podem ser novas ideias?

Mais emblemática do que a simples perda de um acento agudo, essa diferença pode denotar uma série de possíveis indicativos no ambiente de inovação da empresa.

Quantas empresas passam anos dizendo inovar, e se valem da sua experiência, para depois de muito tempo perceber que o que fizeram foi repetir inúmeras vezes a mesma experiência?

O ambiente propício para a inovação está muito além dos famosos e lúdicos espaços criados para mexer com a criatividade, ele é composto pelo capital intelectual e criativo, que nos últimos anos substituiu o patrimônio subjetivo (composto pela imagem corporativa) que por sua vez já havia substituído o patrimônio físico das empresas. Em meados do século passado, era motivo de orgulho para uma empresa anunciar “sede própria”. Depois, o que animava as rodinhas de mega empresários era poder afirmar que a sua marca valia dezenas de vezes o patrimônio imobilizado. Hoje, começamos a viver a era onde as empresas valem o que são capazes de criar, de inovar!

Encontrar maneiras de fazer o novo, de surpreender com o simples, com o inédito, e de estar antenado com as mais profundas necessidades para as quais empresas, produtos e serviços existem, é um bom começo para quem deseja iniciar um processo de incorporação da inovação no ambiente de trabalho.

 


Que crise é essa?
18/06/2009   1 comentário

Oi Pessoas,
estive na semana passada na TV Educativa para falar de emprego em época de crise.

Foi bem legal o programa, conduzido pela jornalista Fabíola Guimarães e que contou com a presença do Professor Ramiro Gonçalez, da USP e do grande Paulo Tadeu Graciano, quem eu tive um enorme prazer em rever já que convivemos muito nos idos anos de Sebrae.

Assistam aos vídeos, o Ramiro é show de bola, tem todo o traquejo de um bom professor, com um refinado humor, confesso, os intervalos eram hilários! E o Tadeu tem muita experiência pautada no trato com as pessoas no atendimento diário do Sebrae.

Espero que todos curtam o programa.

parte 1:

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parte 2:

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parte 3:

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Em breve postarei os áudios da CBN.

Abraços.

 


Ética nos negócios
11/06/2009   0 comentários

Nunca me esqueço de um empresário que participava em um dos nossos treinamentos e em um exercício de profunda reflexão sobre o desempenho das suas empresas e da concorrência, ele mencionou o seguinte valor internalizado “o que a concorrência pratica é antiético”. Essas palavras ecoaram pela sala de treinamento e os demais empresários se entreolharam.

O que é ser ético? O que quer dizer isso? Seria possível ser ético estando à frente de uma empresa? E uma última pergunta seria, somos aquilo que pensamos que somos, ou aquilo que fazemos repetidamente?

Antes de partirmos para as respostas sem pensar, estabeleçamos alguns conceitos importantes. Primeiro temos que compreender que nosso comportamento não acontece no vácuo, ele é influenciado pela cultura, que forma e estrutura a sociedade.

E quem faz a cultura? A melhor resposta é todos e ninguém. Essa cultura criada por todos e por ninguém, nos é passada de pai para filho, nas atitudes, nos valores, na educação, enfim, a cada dia de nossas vidas, e com isso, formamos internamente um reflexo de um conjunto de normas que organiza nossa forma de responder socialmente. O nome desse conjunto de normas é moral.

A moral determina nosso comportamento, ela julga se estamos certos ou errados, se andamos na linha ou não e na dúvida sobre como agir em uma determinada situação, pergunte para a moral: “moral, é certo agir assim?” e sua moral irá lhe responder imediatamente.

É óbvio que como adultos livres, usar ou não aquilo que a moral nos diz é mais uma das escolhas que fazemos diariamente, e como em qualquer escolha, pagamos o preço por ela.

Então se a moral nos dá o caminho, por que falar em ética? É simples, porque a moral não responde a todas as perguntas! Ela nos retira uma importante capacidade de pensar entre aquilo que queremos fazer, podemos fazer e devemos fazer, e essa é a base do pensamento ético, que irá futuramente possivelmente orientar um comportamento ético.

Pensemos na seguinte situação: Um homem rouba um mercado. Pergunte para a moral, “moral, é certo roubar?” e ela irá responder “não!”. A moral julga e determina. Agora se explorarmos melhor a cena do crime e descobrirmos que esse “ladrão” roubou um saco de arroz porque após inúmeras tentativas de alimentar a sua família, depois de procurar e aceitar qualquer tipo de trabalho, por vários e vários dias, não suportou a imagem dos filhos pequenos chorando de fome. Que o ato é imoral, não resta dúvida, mas se é ou não ético, no mínimo gastaríamos alguma páginas como esta discutindo o assunto!

A ética nos faz refletir sobre a moral, e pensar se a moral esgota ou não a questão, e é possível termos um comportamento moral e antiético, ou ao contrário, um comportamento imoral e ético, desde que não contrarie a moral para benefício próprio e sim, que seja útil a todos! Sendo assim, é impossível que exista uma ética pessoal, pois ela é universal.

É com essa reflexão que podemos evoluir e mudar a moral. Faça um exercício e se pergunte quantas coisas que eram determinantemente proibidas pela moral antigamente e que hoje acontecem na sua própria família.

Esse exercício de pensar sobre a moral e de avaliar o nosso próprio comportamento é que nos afasta da armadilha de nosso amigo do início deste texto, que ao final do trabalho feito em sala, chegou à conclusão que sua crença internalizada o levava a crer que quando os concorrentes praticavam algumas atitudes, ele os considerava antiéticos, mas quando era ele a fazê-las, ele dava o nome de “competitividade”.

Boas reflexões!

 


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