O tema do Desenho Instrucional nunca esteve tão em voga como ultimamente.
Muito se fala em treinamento e desenvolvimento de pessoas pela via da capacitação, e o desenho instrucional é de suma importância para o sucesso das ações de ensino-aprendizagem.
Ainda somos carentes de boas referências que elevem o grau de maturidade do desenho. Associado a isso, expectativas mal niveladas e a urgência de resultados dão uma dimensão inadequada para o treinamento. É sabido que a efetividade do treinamento não se dá dentro de sala, é necessário que mecanismos para a absorção dos conteúdos tratados pelo desenho instrucional sejam criados para que novos comportamentos, técnicas e atitudes sejam incorporadas.
As recentes publicações sobre o tema abordam recorrentemente a questão do ensino a distância, onde recursos e técnicas parecem ser ilimitadas, porém, poucas publicações abordam com profundidade e caráter científico, o conjunto de técnicas e métodos utilizados presencialmente, o que abre um enorme campo de pesquisa aplicada.
Os profissionais da área de treinamento e desenvolvimento se deparam nesse momento com um dilema entre a demanda pouco qualificada e o compromisso com uma entrega de qualidade. Em outras palavras, existe muita procura por capacitação, sem se saber exatamente o que se deseja, e os responsáveis por qualificar a entrega são os profissionais da área que não podem se render à tentação de entregar um treinamento qualquer, já que fundamentar e solidificar uma proposta de capacitação requer esforço, dedicação, respeito ao educando e principalmente, competência técnica em desenho instrucional, que diga-se de passagem, é raro de encontrar.
O cenário da área é muito propício para o surgimento de grandes problemas, já que a combinação de pouca especificidade e crítica na demanda, e pouca responsabilidade com a entrega pode ser compreendida como nefasta!
Seriedade e profissionalismo são urgentes!
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