Quem é o facilitador?
O que o diferencia dos demais educadores.
Primeiro é importante salientar que a “função facilitador” foi preconizada por um grande educador, um grande ser humano, dotado de uma capacidade superior de amar ao próximo; falo de Carl Rogers. Psicólogo ícone da psicologia humanista, baseada e fundamentada no existencialismo, que nasceu em contraponto ao behaviorismo e à psicanálise.
Importar o termo facilitador da psicologia para a educação não é uma heresia, da mesma forma que a psicologia importa da física outra série de termos como dinâmica, resiliência, campo de forças entre tantos outros.
Essa função refere-se ao condutor do processo grupal que adota um papel, uma postura diante do grupo, e que para isso, educa-se para agir em prol da autonomia e maturidade do grupo.
Uma postura que pode ser resumida de forma breve com a adoção de quatro competências:
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Ouvir ativamente – ou seja, ouvir além daquilo que está sendo dito, passa por uma capacidade de compreensão da intenção, sem que para isso corra-se o risco de um julgamento. Aliás, está bem longe de julgar, e aproxima-se do interesse maior naquilo que está sendo dito.
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Empatia – que é a capacidade de compreender a realidade do outro pelos olhos do outro, e não pelo olhar de quem escuta ou percebe algo. É mais do que se colocar no lugar do outro, é abandonar o seu lugar para que isso possa ocorrer, sem julgamentos ou pré-condenações.
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Aceitação incondicional – aceitar o outro independente daquilo que ele faça ou pense. Talvez o exercício supremo de humildade, uma vez que aceitamos aos outros na mesma medida que aceitamos a nós mesmos e sendo assim, passa invariavelmente pela auto-aceitação.
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Congruência – que pode ser compreendida como o alinhamento do pensar, sentir e agir. Trata-se da capacidade de apresentar comportamentos que estejam de acordo com os pensamentos e com os sentimentos pretendidos em sua decorrência.
Basicamente a proposta de Rogers para uma atuação como um facilitador é um convite para um novo estilo de vida, voltado muito mais para a compreensão sincera que para o julgamento descuidado que cometemos inadvertidamente.

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