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Que crise é essa?
18/06/2009

Oi Pessoas,
estive na semana passada na TV Educativa para falar de emprego em época de crise.

Foi bem legal o programa, conduzido pela jornalista Fabíola Guimarães e que contou com a presença do Professor Ramiro Gonçalez, da USP e do grande Paulo Tadeu Graciano, quem eu tive um enorme prazer em rever já que convivemos muito nos idos anos de Sebrae.

Assistam aos vídeos, o Ramiro é show de bola, tem todo o traquejo de um bom professor, com um refinado humor, confesso, os intervalos eram hilários! E o Tadeu tem muita experiência pautada no trato com as pessoas no atendimento diário do Sebrae.

Espero que todos curtam o programa.

parte 1:

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parte 2:

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parte 3:

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Em breve postarei os áudios da CBN.

Abraços.

 


Ética nos negócios
11/06/2009

Nunca me esqueço de um empresário que participava em um dos nossos treinamentos e em um exercício de profunda reflexão sobre o desempenho das suas empresas e da concorrência, ele mencionou o seguinte valor internalizado “o que a concorrência pratica é antiético”. Essas palavras ecoaram pela sala de treinamento e os demais empresários se entreolharam.

O que é ser ético? O que quer dizer isso? Seria possível ser ético estando à frente de uma empresa? E uma última pergunta seria, somos aquilo que pensamos que somos, ou aquilo que fazemos repetidamente?

Antes de partirmos para as respostas sem pensar, estabeleçamos alguns conceitos importantes. Primeiro temos que compreender que nosso comportamento não acontece no vácuo, ele é influenciado pela cultura, que forma e estrutura a sociedade.

E quem faz a cultura? A melhor resposta é todos e ninguém. Essa cultura criada por todos e por ninguém, nos é passada de pai para filho, nas atitudes, nos valores, na educação, enfim, a cada dia de nossas vidas, e com isso, formamos internamente um reflexo de um conjunto de normas que organiza nossa forma de responder socialmente. O nome desse conjunto de normas é moral.

A moral determina nosso comportamento, ela julga se estamos certos ou errados, se andamos na linha ou não e na dúvida sobre como agir em uma determinada situação, pergunte para a moral: “moral, é certo agir assim?” e sua moral irá lhe responder imediatamente.

É óbvio que como adultos livres, usar ou não aquilo que a moral nos diz é mais uma das escolhas que fazemos diariamente, e como em qualquer escolha, pagamos o preço por ela.

Então se a moral nos dá o caminho, por que falar em ética? É simples, porque a moral não responde a todas as perguntas! Ela nos retira uma importante capacidade de pensar entre aquilo que queremos fazer, podemos fazer e devemos fazer, e essa é a base do pensamento ético, que irá futuramente possivelmente orientar um comportamento ético.

Pensemos na seguinte situação: Um homem rouba um mercado. Pergunte para a moral, “moral, é certo roubar?” e ela irá responder “não!”. A moral julga e determina. Agora se explorarmos melhor a cena do crime e descobrirmos que esse “ladrão” roubou um saco de arroz porque após inúmeras tentativas de alimentar a sua família, depois de procurar e aceitar qualquer tipo de trabalho, por vários e vários dias, não suportou a imagem dos filhos pequenos chorando de fome. Que o ato é imoral, não resta dúvida, mas se é ou não ético, no mínimo gastaríamos alguma páginas como esta discutindo o assunto!

A ética nos faz refletir sobre a moral, e pensar se a moral esgota ou não a questão, e é possível termos um comportamento moral e antiético, ou ao contrário, um comportamento imoral e ético, desde que não contrarie a moral para benefício próprio e sim, que seja útil a todos! Sendo assim, é impossível que exista uma ética pessoal, pois ela é universal.

É com essa reflexão que podemos evoluir e mudar a moral. Faça um exercício e se pergunte quantas coisas que eram determinantemente proibidas pela moral antigamente e que hoje acontecem na sua própria família.

Esse exercício de pensar sobre a moral e de avaliar o nosso próprio comportamento é que nos afasta da armadilha de nosso amigo do início deste texto, que ao final do trabalho feito em sala, chegou à conclusão que sua crença internalizada o levava a crer que quando os concorrentes praticavam algumas atitudes, ele os considerava antiéticos, mas quando era ele a fazê-las, ele dava o nome de “competitividade”.

Boas reflexões!